Como Guimarães Rosa pode mudar sua vida
0518: Coração — isto é, estes pormenores todos. Foi um esclaro. O amor, já de si, é algum arrependimento
0296: Também, não vá pensar em dobro. Queremos é trabalhar, propor sossego. De mim, pessoa, vivo para minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Benquerer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo.
5852: Amor é assim — o rato que sai dum buraquinho: é um ratazão, é um tigre leão!
6071: O amor de alguém, à gente, muito forte, espanta e rebate, como coisa sempre inesperada
6261: Aqui digo: que se teme por amor; mas que, por amor, também, é que a coragem se faz
6483: O medo mostrado chama castigo de ira; e só para isso é que serve
6702: O amor só mente para dizer maior verdade.
7611: .O medo mostrado chama castigo de ira; e só para isso é que serve
8105: — “Tu não acha que todo o mundo é dôido? Que um só deixa de dôido ser é em horas de sentir a completa coragem ou o amor?
8352: Porque eu, em tanto viver de tempo, tinha negado em mim aquele amor, e a amizade desde agora estava amarga falseada; e o amor, e a pessoa dela, mesma, ela tinha me negado.
0222: O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado! E bala é um pedacinhozinho de metal...
5339: Carece de ter coragem... Carece de ter muita coragem... — eu relembrei.
5565: Não gosto de me esquecer de coisa nenhuma. Esquecer, para mim, é quase igual a perder dinheiro.
5719: Somente com a alegria é que a gente realiza bem — mesmo até as tristes ações.
5832: Maluqueiras — é o que não dá certo. Mas só é maluqueira depois que se sabe que não acertou!
6148: Todo boi, enquanto vivo, pasta. Razão e feijão, todo dia dão de renovar. A coragem que não faltasse.
6263: Não perigou: no instante, achei em minha ideia, adiada, uma razão maior — que é o sutil estatuto do homem valente.
6350: o enjoo da paz será também algum outro medo da guerra. — E mas só o medo da guerra é que vira valentia.— Só quando se tem rio fundo, ou cava de buraco, é que a gente por riba põe ponte.
6394: Um chefe carece de saber é aquilo que ele não pergunta.
6435: Eu não queria escutar o reto, naquela ocasião, por desânimo de ser.
6444: eu não era capaz de ser uma coisa só o tempo todo.
6483: O medo mostrado chama castigo de ira; e só para isso é que serve.
6657: para cada dia, e cada hora, só uma ação possível da gente é que consegue ser a certa.
6696: O que dá fama, dá desdém.
6746: Um homem é um homem, no que não vê e no que consome.
6795: Chefe não era para arrecadar vantagens, mas para emendar o defeituoso.
6810: E a regra é assim: ou o senhor bendito governa o sertão, ou o sertão maldito vos governa...
7331: manter firme uma opinião, na vontade do homem, em mundo transviável tão grande, é dificultoso. Vai viagens imensas.
7430: menos me entendiam, mais me davam os maiores poderes de chefia maior.
7513: Ingratidão é o defeito que a gente menos reconhece em si?
7521: E chegamos! Aonde? A gente chega, é onde o inimigo também quer.
7632: Não! Só comandei. Comandei o mundo, que desmanchando todo estavam. Que comandar é só assim: ficar quieto e ter mais coragem.
7788: Incerteza de chefe, não tem poder de ser — eu soubesse bem.
8014: Eu comandava? Um comanda é com o hoje, não é com o ontem.
8142: Vocês têm paciência, meus filhos. O mundo é meu, mas é demorado.
8151: Só com a vitória. Duvidei não. Nasci para ser. Esbarrando aquele momento, era eu, sobre vez, por todos, eu enorme, que era, o que mais alto se realçava. E conheci: ofício de destino meu, real, era o de não ter medo. Ter medo nenhum. Não tive! Não tivesse, e tudo se desmanchava delicado para distante de mim, pelo meu vencer.
8365: E era a pura mentira. Mas podia ser verdade.
8391: Pensa para diante. Comprar ou vender, às vezes, são as ações que são as quase iguais.
0169: Como é de são efeito, ajudo com meu querer acreditar. Mas nem sempre posso. O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Divêrjo de todo o mundo..
0291: Também, não vá pensar em dobro. Queremos é trabalhar, propor sossego. De mim, pessoa, vivo para minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Benquerer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo
0171: Uma coisa é pôr ideias arranjadas, outra é lidar com país de pessoas, de carne e sangue, de mil-e-tantas misérias... Tanta gente — dá susto se saber — e nenhum se sossega: todos nascendo, crescendo, se casando, querendo colocação de emprego, comida, saúde, riqueza, ser importante, querendo chuva e negócios bons... De sorte que carece de se escolher: ou a gente se tece de viver no safado comum, ou cuida só de religião só.
0184: Viver é muito perigoso... Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para o concertar consertado.
0264: Vi tanta cruez! Pena não paga contar; se vou, não esbarro. E me desgosta, três que me enjoa, isso tudo. Me apraz é que o pessoal, hoje em dia, é bom de coração. Isto é, bom no trivial. Malícias maluqueiras, e perversidades, sempre tem alguma, mas escasseadas. Geração minha, verdadeira, ainda não eram assim. Ah, vai vir um tempo, em que não se usa mais matar gente... Eu, já estou velho.
0278: Mocidade. Mas mocidade é tarefa para mais tarde se desmentir.
0379: Ah, eu estou vivido, repassado. Eu me lembro das coisas, antes delas acontecerem... Com isso minha fama clarêia? Remei vida solta.
0445: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?
0506: Moço: toda saudade é uma espécie de velhice.
0752: Às vezes eu penso: seria o caso de pessoas de fé e posição se reunirem, em algum apropriado lugar, para se viver só em altas rezas, fortíssimas, louvando a Deus e pedindo glória do perdão do mundo. Todos vinham comparecendo, lá se levantava enorme igreja, não havia mais crimes, nem ambição, e todo sofrimento se espraiava em Deus, dado logo, até à hora de cada uma morte cantar.
0776: Como não ter Deus?! Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar — é todos contra os acasos. Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois, no fim dá certo. Mas, se não tem Deus, então, a gente não tem licença de coisa nenhuma! Porque existe dôr.
0779: Porque existe dôr. E a vida do homem está presa encantoada — erra rumo, dá em aleijões como esses, dos meninos sem pernas e braços. Dôr não dói até em criancinhas e bichos, e nos dôidos — não dói sem precisar de se ter razão nem conhecimento? E as pessoas não nascem sempre?
0779: Nasci para não ter homem igual em meus gostos.
0834: Não há jeito de me baixar em remorso. Sim, que só duma coisa. E dessa, mesma, o que tenho é medo. Enquanto se tem medo, eu acho até que o bom remorso não se pode criar, não é possível. Minha vida não deixa benfeitorias.
1101: Tem horas em que penso que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encanto. As pessoas, e as coisas, não são de verdade! E de que é que, a miúde, a gente adverte incertas saudades? Será que, nós todos, as nossas almas já vendemos? Bobéia, minha. E como é que havia de ser possível? Hem?!
1126: No real da vida, as coisas acabam com menos formato, nem acabam. Melhor assim. Pelejar por exato, dá erro contra a gente. Não se queira. Viver é muito perigoso
2977: Como é que posso com este mundo? A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo do meio do fel do desespero. Ao que, este mundo é muito misturado…
4165: Tem uma verdade que se carece de aprender, do encoberto, e que ninguém não ensina: o bêco para a liberdade se fazer. Sou um homem ignorante. Mas, me diga o senhor: a vida não é cousa terrível?
4320: O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito — por coragem. Será?
5312: De homem que não possui nenhum poder nenhum, dinheiro nenhum, o senhor tenha todo medo! O que mais digo: convém nunca a gente entrar no meio de pessoas muito diferentes da gente. Mesmo que maldade própria não tenham, eles estão com vida cerrada no costume de si, o senhor é de externos, no sutil o senhor sofre perigos. Tem muitos recantos de muita pele de gente. O que assenta justo é cada um fugir do que bem não se pertence. Parar o bom longe do ruim, o são longe do doente, o vivo longe do morto, o frio longe do quente, o rico longe do pobre. O senhor não descuide desse regulamento, e com as suas duas mãos o senhor puxe a rédea. Numa o senhor põe ouro, na outra prata; depois, para ninguém não ver, elas o senhor fecha bem.
5321: E por que era que há de haver no mundo tantas qualidades de pessoas — uns já finos de sentir e proceder, acomodados na vida, tão perto de outros, que nem sabem de seu querer, nem da razão bruta do que por necessidades fazem e desfazem.
5558: O horror que me deu — o senhor me entende? Eu tinha medo de homem humano. A verdade dessa menção, num instante eu achei e completei: e quantas outras doideiras assim haviam de estar regendo o costume da vida da gente, e eu não era capaz de acertar com elas todas, de uma vez!
5603: O senhor entende, o que conto assim é resumo; pois, no estado do viver, as coisas vão enqueridas com muita astúcia: um dia é todo para a esperança, o seguinte para a desconsolação. Mas eu achei, aí, a possibilidade capaz, a razão. A razão maior, era uma.
5908: Ah, as coisas influentes da vida chegam assim sorrateiras, ladroalmente.
6319: A vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí perde o poder de continuação — porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada.
6333: O que nesta vida muda com mais presteza: é lufo de noruega, caminhos de anta em setembro e outubro, e negócios dos sentimentos da gente.
6459: não sabia que a vida era do tamanhinho só menos de que um minuto...
6653: E que: para cada dia, e cada hora, só uma ação possível da gente é que consegue ser a certa. Aquilo está no encoberto; mas, fora dessa consequência, tudo o que eu fizer, o que o senhor fizer, o que o beltrano fizer, o que todo-o-mundo fizer, ou deixar de fazer, fica sendo falso, e é o errado. Ah, porque aquela outra é a lei, escondida e vivível mas não achável, do verdadeiro viver: que para cada pessoa, sua continuação, já foi projetada, como o que se põe, em põe, em teatro, para cada representador — sua parte, que antes já foi inventada, num papel...
6695: Essas desordenadas da vida da gente: tudo o que estoura manso e guampa quieto, e que só tem a razoável explicação para quem está mesmo longe dos motivos.
6735: Falo por palavras tortas. Conto minha vida, que não entendi.
6926: Um lugar conhece outro é por calúnias e falsos levantados; as pessoas também, nesta vida.
7697: Como é que vou saber se é com alegria ou lágrimas que eu lá estou encaixado morando, no futuro? Homem anda como anta: viver vida. Anta é o bicho mais boçal...
8016: A morte de cada um já está em edital. Dia de minha sorte.
8063: Viver — não é? — é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo.
8098: Tempo que me mediu. Tempo? Se as pessoas esbarrassem, para pensar — tem uma coisa! —: eu vejo é o puro tempo vindo de baixo, quieto mole, como a enchente duma água... Tempo é a vida da morte: imperfeição
8115: As horas é que formam o longe.
8232: Tanta gente tinha o mundo... — eu pensei. Tanta vida para a discórdia.
8348: em tanto viver de tempo, tinha negado em mim aquele amor, e a amizade desde agora estava amarga falseada; e o amor, e a pessoa dela, mesma, ela tinha me negado. Para quê eu ia conseguir viver?
8515: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.
0493: O senhor é de fora, meu amigo mas meu estranho. Mas, talvez por isto mesmo. Falar com o estranho assim, que bem ouve e logo longe se vai embora, é um segundo proveito: faz do jeito que eu falasse mais mesmo comigo. Mire veja: o que é ruim, dentro da gente, a gente perverte sempre por arredar mais de si. Para isso é que o muito se fala?
0752: a colheita é comum, mas o capinar é sozinho.
6416: conselho de amigo só merece por ser leve. O amor dá as costas a toda reprovação.
7861: Como que já vivi tanto, grossamente, que degastei a capacidade de querer me entender em coisa nenhuma.
6340: A culpa minha, maior, era meu costume de curiosidades de coração. Isso de estimar os outros, muito ligeiro, defeito esse que me entorpecia. O tanto que, daí depois, essas pessoas andavam em minha desilusão: de repente todos estavam endoidecendo...
6333: A opinião das outras pessoas vai se escorrendo delas, sorrateira, e se mescla aos tantos, mesmo sem a gente saber, com a maneira da ideia da gente!
6313: Um outro pode ser a gente; mas a gente não pode ser um outro, nem convém.
6851: Parente não é o escolhido — é o demarcado.
6416: um menino nasceu — o mundo tornou a começar!
0118: É, e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é... Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois — e Deus, junto.
0197: Moço!: Deus é paciência. O contrário, é o diabo. Se gasteja. O senhor rela faca em faca — e afia — que se raspam. Até as pedras do fundo, uma dá na outra, vão-se arredondinhando lisas, que o riachinho rola. Por enquanto, que eu penso, tudo quanto há, neste mundo, é porque se merece e carece. Antesmente preciso. Deus não se comparece com refe, não arrocha o regulamento. Pra que? Deixa: bobo com bobo — um dia, algum estala e aprende: esperta. Só que, às vezes, por mais auxiliar, Deus espalha, no meio, um pingado de pimenta...
0779: Ah, medo tenho não é de ver morte, mas de ver nascimento. Medo mistério. O senhor não vê? O que não é Deus, é estado do demônio. Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver — a gente sabendo que ele não existe, aí é que ele toma conta de tudo. O inferno é um sem-fim que nem não se pode ver. Mas a gente quer Céu é porque quer um fim: mas um fim com depois dele a gente tudo vendo.
8306: Em dansa de demônios, que nem não existem. Pois, então, só a doença não bastasse?
6659: Mas minha alma tem de ser de Deus: se não, como é que ela podia ser minha? O senhor reza comigo. A qualquer oração. Olhe: tudo o que não é oração, é maluqueira…esse. Todos não vendem? Digo ao senhor: o diabo não existe, não há, e a ele eu vendi a alma... Meu medo é este. A quem vendi? Medo meu é este: então, a alma, a gente vende, só, é sem nenhum comprador...
8395: que o Diabo não existe. Pois não? O senhor é um homem soberano, circunspecto. Amigos somos. Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano.
0923: Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia. Mesmo fui muito tôlo! Hoje em dia, não me queixo de nenhuma coisa. Não tiro sombras dos buracos.
0936: De inventar pouco se ganha. Regra do mundo é muito dividida.
1025: tanta pobreza geral, gente no duro ou no desânimo. Pobre tem de ter um triste amor à honestidade.
5567: Ele só entendia de assuntos triviais, mas cuidava deles com uma força vagarosa, verdadeira.
5560: Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.
7307: Hoje eu quero é a fé, mais a bondade. Só que não entendo quem se praz com nada ou pouco; eu, não me serve cheirar a poeira do cogulo — mais quero mexer com minhas mãos e ir ver recrescer a massa.
8154: Pensa para diante. Comprar ou vender, às vezes, são as ações que são as quase iguais.
7763: Como que já vivi tanto, grossamente, que degastei a capacidade de querer me entender em coisa nenhuma.
5611: Natureza da gente não cabe em nenhuma certeza.
5846: Como os rios não dormem. O rio não quer ir a nenhuma parte, ele quer é chegar a ser mais grosso, mais fundo.
6100: O sertão é bom. Tudo aqui é perdido, tudo aqui é achado...- O sertão é confusão e grande demasiado sossego...
7145: Porque o sertão se sabe só por alto. Mas, ou ele ajuda, com enorme poder, ou é traiçoeiro muito desastroso.
7166: sabia: um dia, o medo consegue subir, faz oco no ânimo do mais valente qualquer..
7710: Tinha medo não. Tinha era cansaço de esperança.
0276: Uma coisa é pôr ideias arranjadas, outra é lidar com país de pessoas, de carne e sangue, de mil-e-tantas misérias... Tanta gente — dá susto se saber — e nenhum se sossega: todos nascendo, crescendo, se casando, querendo colocação de emprego, comida, saúde, riqueza, ser importante, querendo chuva e negócios bons... De sorte que carece de se escolher: ou a gente se tece de viver no safado comum, ou cuida só de religião só.
8058: No que narrei, o senhor talvez até ache mais do que eu, a minha verdade.
Fim que foi.
Aqui a estória se acabou.
Aqui, a estória acabada.
Aqui a estória acaba
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